Na noite desta terça-feira, 25, a deputada federal Tabata Amaral anunciou em suas redes sociais sua desfiliação do Partido Democrático Trabalhista – PDT após dois anos de seu pedido no Tribunal Superior Eleitoral, mas sem perder o mandato. “Partidos democráticos, inclusivos e transparentes são fundamentais para o aprofundamento da nossa democracia e estou feliz por saber que agora, em outro partido, poderei contribuir para essa construção”, escreveu a deputada. Filiada em 2018, Tabata agradeceu o tempo que passou no partido onde pôde lutar por “um Brasil justo, desenvolvido e ético”. A deputada também agradeceu a decisão do TSE e garantiu que é uma “demonstração de que o caminho da boa política compensa e que não podemos mais tolerar que a política seja pautada por interesses pessoais, embates de ódio e machismo”, escreveu em seu texto.

Os conflitos entre Tabata e seu partido começaram em 2019 quando o PDT ameaçou de expulsá-la caso ela votasse a favor das mudanças apresentadas pelo governo de Jair Bolsonaro (sem partido) nas regras de aposentadoria. Seu voto a favor da reforma da previdência foi tido como inesperado e sua atitude chegou a ser criticada por Ciro Gomes, companheiro de partido, por fazer uma “militância dupla”. Suspensa, Tabata disse em outubro de 2019, que não conseguia atuar como vice-líder e que seus projetos relevantes tinham sido cancelados. Aos 27 anos, ela está em seu primeiro mandato como deputada federal.