O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar, nesta quarta-feira, 26, a postura do relator da CPI da Covid-19, senador Renan Calheiros. Em conversa com apoiadores, ele lembrou que o parlamentar já deixou claro que não tem intenção de investigar prefeitos e governadores. Bolsonaro considera que o governo federal não cometeu qualquer erro no enfrentamento à pandemia. Por isso, vem defendendo que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) deve focar nas suspeitas de desvios na aplicação de dinheiro público em Estados e municípios. O presidente fez questão de lembrar uma das polêmicas que envolvem a biografia de Renan Calheiros. “Foi o Renan que falou que a CPI não ia investigar desvio de recursos. Ele falou, tem vídeos. Ele fica como inquisidor, ‘é sim ou não’”, disse o presidente, que riu quando uma apoiadora questionou se o relator da CPI “continua pagando amante com dinheiro público’. “Já que você falou. Responda sim ou não, tem que ser objetivo”, afirmou Bolsonaro.

Ainda nesta quarta-feira, Bolsonaro também falou sobre a dificuldade de governar o Brasil. Ele lembrou da situação em que se encontrava o país quando foi eleito e ironizou as críticas de que é negacionista. “Peguei um transatlântico. Eu sei que a terra não é plana. Transatlântico indo para o abismo. Tem catarata, tem cachoeira e rios. No mar não tem. Não vai falar que além de negacionista sou terraplanista também”, afirmou. Diante da investigação envolvendo o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, mantido no cargo mesmo após a Polícia Federal afirmar que há ‘fortes indícios’ de envolvimento em um esquema ilegal de venda de madeira, Bolsonaro fez questão de lembrar aos apoiadores que escândalos eram muito mais frequentes em governos anteriores. Nas palavras do presidente, o escândalo dele é o “leite condensado”.

*Com informações do repórter Antônio Maldonado