O governador João Doria e a deputada federal Carla Zambelli discutiram, nesta sexta-feira, 28, durante um evento em São Paulo. A briga aconteceu enquanto a parlamentar estava fazendo um discurso sobre as ações do governo federal na pandemia. Zambelli dizia que Jair Bolsonaro não aplicou medidas restritivas no país; durante a fala, ela foi interrompida por Doria, que repetiu várias vezes que o presidente “destruiu vidas”. “Destrui vidas, foi isso que fez Bolsonaro. Destruiu vidas, destruiu vidas, destruiu vidas”, afirmou o governador estadual. Carla Zambelli criticou a interrupção. Mais tarde, durante sua fala, João Doria afirmou que não faria discurso de ódio. “Ao término dessa reunião, sem politizar, sem brigar e sem ofender, mas quero afirmar que aqui em São Paulo, aqui é a terra da vacina, não é a terra da cloroquina”, disse, em referência ao medicamento sem eficácia comprovado para o tratamento da Covid-19, que tem seu uso defendido pelo presidente.

A troca de farpas aconteceu durante a entrega de 413 apartamentos de Conjuntos Habitacionais na região do Itaim Paulista, na Zona Leste de São Paulo. O secretário estadual de habitação, Flávio Amary, disse que a obra foi feita em conjunto com o governo federal, mas que os recursos estão escassos. “Houve um corte do presidente da República de 98% dos recursos para habitação. O orçamento se reduziu a R$ 26 milhões para todo o ano de 2021 para toda habitação. É menos de R$ 1 milhão para cada Estado, incluindo o Distrito Federal. É menos de oito casas. Com o orçamento que temos hoje publicado e real, existirá a paralisação de obras. Esperamos que a gente tenha essa aprovação e que seja destinado mais recurso para habitação federal, para que a gente possa continuar com parcerias como essa, quando três entes da federação trabalham em conjunto para que a gente possa atender a população. Em São Paulo estamos fazendo investimento”, disse. O secretário ressalta que já pediu ao governo federal a liberação de um orçamento maior para a Habitação. Caso contrário, segundo ele, as obras correm risco de paralisação.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini