O presidente do Partido Social Democrático (PSD), Gilberto Kassab, acredita que o grande desafio do agora prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, vai ser dar continuidade, de forma sólida, às propostas do “protagonista da chapa”, o tucano Bruno Covas, que faleceu neste domingo, 16, após batalha contra um câncer. “Ricardo Nunes tem esse único desafio: ser correto, ser solidário aos compromissos de campanha do ponto de vista administrativo, moral e político. Esse é o caminho para que ele tenha pleno sucesso na sua gestão, que será longa. Mal tinha iniciado a gestão do nosso querido Bruno Covas, é fundamental que ele mantenha a solidariedade entre os partidos, mantenha uma relação institucional com Câmara, com o Tribunal de Contas, com o Ministério Público, os meios de comunicação e o poder Judiciário”, afirmou, citando a grandiosidade da cidade, comparada, segundo ele, ao tamanho de uma nação.

Considerando o tamanho da capital paulista, para o ex-prefeito de São Paulo, um dos grandes desafios para gerir o município, além do combate à pandemia de Covid-19, é a geração de empregos, saída para evitar um “caos social”. “São Paulo precisa, em parceria do governo estadual e governo federal, identificar formas, projetos, programas que tragam oportunidade de emprego para milhões de paulistanos. Se o Brasil tem 15 milhões de desempregados, grande parte desses desempregados estão na cidade de São Paulo. Precisamos retomar obras, programas sociais, temos que recriar projetos que buscam gerar emprego para não ter um caos social”, ressaltou em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta segunda-feira, 17.

Além de destacar os desafios de Ricardo Nunes à frente da Prefeitura, Gilberto Kassab também defendeu a necessidade do Brasil encontrar candidaturas de Centro como alternativas à polarização nas eleições de 2022. “Brasil não pode ficar condenado a conviver com guerra de extremos. É fundamental um perfil conciliador, perfil que sabe que o diálogo é um instrumento importante. Bruno Covas reunia todas essas características, não só pela sua idade, mas pela sua atuação”, afirmou, destacando os planos para o PSD no próximo ano. “Vamos manter a independência e teremos candidato. O presidente Lula já foi avisado e não iremos caminhar com o presidente Bolsonaro.”