No final de abril, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou, por voto da maioria, o ex-juiz Sergio Moro parcial para julgar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no caso do triplex do Guarujá. Apesar do resultado já estar definido, o julgamento ainda não foi concluído porque, na ocasião, o ministro Marco Aurélio Mello pediu mais tempo para analisar o caso. Além dele, também resta o voto do presidente da Corte, Luiz Fux. Por isso, nesta segunda-feira, 31, a defesa de Lula pediu a Marco Aurélio que envie um ofício a Fux para agendar a nova data da votação, cobrando assim a retomada do julgamento na Corte. Afirmando estar com seu voto pronto, o ministro Marco Aurélio liberou o julgamento em 29 de abril. No entanto, desde então, Fux não pautou a votação no plenário da Corte. Este é um dos argumentos usados pela defesa de Lula para que a retomada do julgamento aconteça o mais rápido possível.

“O ministro decano Marco Aurélio, com a percuciência que lhe é característica, participou de todo o julgamento e das discussões atinentes a esse habeas corpus e registrou ter voto pronto sobre a matéria desde 29 de abril de 2021. Essa situação não permite cogitar que o julgamento não seja retomado o mais breve possível”, registra o documento obtido pela Jovem Pan, que carrega a assinatura do advogado Cristiano Zanin Martins. Além desta justificativa, também são apontados os argumentos de que o STF não teria cumprido os prazos para a retomada da votação e que a conclusão desta é importante para o andamento dos processos que tramitam contra o petista na Justiça. Assim que Moro for considerado suspeito ao términdo do julgamento, toda a investigação feita pelo ex-juiz será anulada – o que conduz este processo à estaca zero.