O deputado Daniel Silveira voltou a negar que tenha gravado e divulgado uma reunião do PSL em 2019 em que o então líder do partido, Delegado Waldir, disse que iria “implodir o presidente” Jair Bolsonaro. No depoimento ao Conselho de Ética da Câmara, o parlamentar disse que assumiu a autoria para proteger uma assessora que teria de fato registrado o encontro. Em outubro de 2019, Silveira chegou a admitir em uma entrevista que teria gravado o encontro como parte de uma estratégia pensada para blindar o presidente. Nesta terça-feira, 25, Daniel Silveira afirmou que assumiu a autoria para proteger a quem chamou de “elo fraco” e foi confrontado pelo relator, Alexandre Leite. “E você assumiu a autoria dela, pelo que acabou de dizer. Eu tenho versões que Vossa Excelência apresenta como defesa prévia e nenhuma bate”, disse. Na mesma sessão, o deputado Coronel Tadeu também prestou depoimento. O Partido dos Trabalhadores (PT) quer que ele seja punido por ter destruído uma charge que denunciava violência policial contra negros em uma exposição na Câmara em alusão ao Dia da Consciência Negra, em novembro de 2019.

Coronel Tadeu disse que retirou a obra da parede para levar ao então presidente da Casa, Rodrigo Maia, mas foi impedido por outras pessoas. O parlamentar culpou o grupo por ele mesmo ter rasgado o quadro. “Acredito que agressão que eu sofri anteriormente já justifica a minha reação, não que isso não pudesse promover um arrependimento posterior, que foi até promovido e está nos autos”, pontuou. O deputado Coronel Tadeu disse que se arrependeu da atitude e, para se redimir, participou de uma vaquinha para financiar uma mostra posterior sobre a Polícia Militar e aguardou contato dos expositores para ressarcir os custos da obra danificada. Os relatores dos dois processos têm 10 dias uteis para apresentar o parecer à Comissão de Ética.

*Com informações da repórter Nanny Cox