O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid-19, divulgou o plano de trabalho do colegiado que investigará supostas omissões do governo federal no combate à pandemia e repasses de verbas federais a Estados e municípios. A divulgação aconteceu no fim da tarde desta quinta-feira, 29, dois dias depois da instalação da comissão. O anúncio foi feito ao lado do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI, que também esclareceu dúvidas sobre o colegiado. Os parlamentares afirmaram que o plano não será submetido à apreciação do colegiado por ser apenas um “roteiro”. “Estão sob investigação aqueles que foram responsáveis por ações ou omissões que nos levaram à tragédia de ser o segundo país do planeta com maior número de mortos”, disse Randolfe. “Só devem ter preocupação os aliados do vírus, quem não foi aliado do vírus não deve ter nenhuma preocupação”, completou Calheiros.

No documento apresentado pelo relator, estão pontos defendidos pela CPI que serão apurados. Dentre eles, está o tópico “Ações de enfrentamento à pandemia”, que engloba pontos como a aquisição e distribuição de vacinas, isolamento social, estruturação de leitos clínicos, aquisição de testes e respiradores, estratégia de comunicação no combate à pandemia e trabalho internacional – citando a viagem para Israel e a “diplomacia da vacina”. Além disso, também serão tratados os tópicos: Assistência Farmacêutica, Estruturas de Combate à Crise, Colapso da saúde no Estado do Amazonas, Ações de prevenção e atenção à saúde indígena e Emprego de recursos federais. Na primeira fase, a CPI ouvirá os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e Eduardo Pazuello. O atual comandante da pasta, Marcelo Queiroga, e o diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, também foram convocados. Segundo o relator, o objetivo é traçar um panorama da situação da pandemia e identificar fatos relevantes.