O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 20,  que a luta pela manutenção dos empregos é tão ou mais importante do que a batalha contra o coronavírus. Ele disse defender as medidas sugeridas por autoridades sanitárias para conter o avanço da pandemia, mas critica as autoridades que vêm adotando essas orientações. Sem comentar sobre o alto número de mortes pela Covid-19 no país, Bolsonaro voltou a afirmar que não foi responsável pelo fechamento de nenhuma vaga de trabalho. “Estamos tendo problemas com desemprego sim, querem botar na minha conta também. A conta é de quem fechou tudo sem qualquer responsabilidade, sem qualquer comprovação científica, apenas para posar que estava preocupado com a vida de vocês. Obviamente nós defendemos as medidas, distanciamento e higiene, mas o emprego é tão ou mais importante a nossa preocupação em lutar por ele do que lutar contra o vírus.”

As novas críticas do presidente ao que chama de política do “fique em casa e a economia a gente vê depois” ocorreram durante a cerimônia de inauguração da ponte sobre o Rio Parnaíba, em Santa Filomena, na divisão entre os Estados do Piauí e Maranhão. No discurso, Bolsonaro revelou a possibilidade de filiar ao Partido Progressista e não fez nenhuma referência direta aos trabalhos da CPI da Covid-19, que ouviu nesta quinta o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Antes dele, porém, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, criticou os trabalhos do colegiado, especialmente as insinuações sobre o fato de o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, ter participado de reuniões para discutir a compra de vacinas no Palácio do Planalto. Faria disse que Carlos é atacado na Comissão por ter sido responsável pela eleição do pai.

*Com informações do repórter Antônio Maldonado