A CPI da Covid-19 ouve, nesta terça-feira, 25, o depoimento da secretária da Gestão do Trabalho e Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como “capitã cloroquina”. A servidora, que integra o governo do presidente Jair Bolsonaro desde janeiro de 2019, é uma das principais defensoras do chamado “tratamento precoce” com remédios ineficazes para o tratamento da doença. Na sexta-feira, 21, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu um habeas corpus à depoente, que poderá ficar em silêncio sempre que for questionada sobre fatos que ocorreram entre os meses de dezembro de 2020 e janeiro de 2021 – este intervalo de tempo coincide com o colapso da rede hospitalar e da crise de oxigênio de Manaus, assunto que deve ser o ponto central da oitiva.

Como a Jovem Pan mostrou, a “capitã cloroquina” também será questionada sobre a criação do “TrateCov”, iniciativa do Ministério da Saúde que prescrevia medicamentos do chamado “kit Covid” para qualquer paciente, incluindo recém-nascidos e gestantes. Em seu depoimento à CPI na semana passada, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello afirmou que a ideia para a criação da plataforma partiu de Mayra Pinheiro. “Hoje a gente lança em primeira mão, o estado do Amazonas é o primeiro estado do Brasil que recebe o aplicativo TrateCov”, disse a servidora no dia 11 de janeiro, em Manaus, em evento de lançamento da iniciativa. “Nós estamos oferecendo hoje ao povo brasileiro, aos médicos e aos enfermeiros que vão ajudar usando esse aplicativo. Vamos agilizar o diagnóstico sem que a gente espere, como o nosso ministro já falou, as tomografias, as ressonâncias, os testes de RT-PCR que às vezes demoram alguns dias até obtermos os resultados”, explicou. Confira a cobertura ao vivo da Jovem Pan: