A Comissão Europeia apresentou oficialmente a proposta de flexibilização das restrições às viagens não essenciais ao exterior nesta segunda-feira, 3. Entra as medidas que serão discutidas a partir desta terça-feira, 4, está a possibilidade de permitir a entrada de pessoas que tenham recebido, há pelo menos duas semanas, a segunda dose de uma vacina contra Covid-19 aprovada pelo bloco. Por enquanto, os imunizantes que receberam o sinal verde da União Europeia são o da PfizerBioNTech, AstraZenecaUniversidade de Oxford, Johnson & Johnson e Moderna. Porém, a entidade também sugeriu que essa regra poderia ser estendida a vacinas que constem na lista de uso emergencial da Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso abriria uma brecha para imunizantes chineses como a CoronaVac e a Sinopharm, já que ambas devem receber um parecer da entidade internacional até o final dessa semana. “Os Estados-membros também poderiam estender isto àqueles vacinados com uma vacina que tenham completado o processo de listagem de uso de emergência da OMS”, explicita o comunicado de Bruxelas, aliviando o temor que se criou nos últimos dias de que brasileiros e outras milhões de pessoas que tomaram as vacinas da China fossem impedidas de entrar na União Europeia.

Como as crianças ainda não podem receber vacinas contra a Covid-19, elas teriam que apresentar resultado negativo para testes que detectam a presença do novo coronavírus para poderem viajar com os seus pais ou responsáveis. A União Europeia também deve discutir a implementação de um “freio de emergência”, que permitirá que os países-membro derrubem a permissão de entrada de pessoas vacinadas do exterior em resposta ao surgimento de novas variantes do coronavírus ou piora na situação sanitária de nações estrangeiras. Essas revisões aconteceriam a cada duas semanas. O principal objetivo do bloco econômico é salvar a próxima temporada de verão e os milhares de empregos que dependem dela. “É hora de reviver a indústria do turismo na União Europeia e reacender as amizades transfronteiriças – com segurança”, escreveu em seu perfil no Twitter a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.