O Departamento de Serviços de Saúde (DSHS) do Texas, nos Estados Unidos, informou que 111 pessoas morreram por causas relacionadas à tempestade de neve que atingiu a região de 11 de fevereiro a 5 de março. As condições climáticas, com temperaturas bem abaixo de zero, deixou quase metade dos 29 milhões de residentes do Texas sem energia elétrica e com o fornecimento de água comprometido. Além disso, centenas de supermercados de grandes redes tiveram que fechar suas portas por causa da escassez de alimentos, e os que permanecem abertos o fazem com prateleiras vazias ou com pouca mercadoria. Segundo o relatório, entre as causas de óbito estão acidentes automobilísticos, envenenamento por monóxido de carbono, falha de equipamentos médicos, exacerbação de doenças crônicas, falta de oxigênio em casa, quedas e incêndios. No entanto, a maioria das mortes foi por hipotermia. Uma dessas vítimas foi Cristian Pavon, um garoto de 11 anos da cidade de Conroe, que morreu em seu quarto depois de passar a noite sem eletricidade. A família do menino processou dois dos provedores de energia do estado, alegando “negligência grosseira” e homicídio culposo.

A região dos Estados Unidos mais afetada pela tempestade de neve foi o condado de Harris, que engloba a capital Houston e teve um total de 31 óbitos. No entanto, o México também acabou sendo atingido indiretamente pela onda de frio. O congelamento dos gasodutos do Texas que transportam gás natural para usinas elétricas do país vizinho causou um apagão maciço em seis estados do norte do México, que deixou 4,7 milhões de pessoas sem eletricidade. Na época, o presidente Andrés Manuel López Obrador descartou que o apagão fosse devido a uma retaliação motivada politicamente pelos Estados Unidos.

*Com informações da EFE