A líder deposta do Myanmar, Aung Suu Kyi, fez a sua primeira aparição pública desde que foi detida em 1º de fevereiro, mesmo dia em que o golpe militar derrubou o seu governo. A vencedora do Prêmio Nobel da Paz compareceu nesta segunda-feira, 24, a uma audiência em um tribunal da capital Naypyidaw para depor. Até agora, ela já foi acusada pelo Exército de seis crimes diferentes, que vão de importação ilegal de walkie-talkies a incitação da desordem pública e violação de uma lei de segredo de Estado. Se for considerada culpada, ela pode ser banida da política e condenada a vários anos de prisão. A advogada Min Min Soe relatou que a ativista de 75 anos aparenta estar em bom estado de saúde, apesar de ter passado todo esse tempo em prisão domiciliar. Antes do início do seu julgamento, Suu Kyi disse que seu partido, a Liga Nacional pela Democracia (LND), “existirá enquanto o povo existir, porque foi fundado para o povo”, apesar dos militares estarem ameaçando dissolvê-lo por uma suposta fraude nas eleições de 2020.