Desde que o submarino KRI Nanggala-402 perdeu contato com a Marinha da Indonésia na quarta-feira, 21, teve início uma corrida contra o tempo para salvar as 53 pessoas a bordo. Segundo o comandante Yudo Margono, em caso de queda de energia as reservas de oxigênio da embarcação são suficientes para apenas 72 horas, o que significa que os tripulantes podem sufocar caso não sejam encontrados até a madrugada de sábado, 24. O submarino desapareceu enquanto realizava manobras de treinamento, incluindo lançamento de torpedos, nas águas ao norte da ilha de Bali, onde foi encontrada uma mancha de óleo que pode sinalizar tanto danos no tanque da embarcação quanto uma mensagem de socorro proposital. Por esse motivo, é nessa área que estão concentrados os esforços de buscas de seis navios e um helicóptero, além de barcos de apoio enviados pela Malásia e por Singapura. Países como a Alemanha, Austrália, Estados Unidos, França e Índia também ofereceram ajuda.

Nesse ínterim, especialistas levantam possíveis causas do desaparecimento do KRI Nanggala-402, que foi construído na Alemanha em 1977  e pesa 1.395 toneladas. A Marinha da Indonésia sugeriu que o submarino pode ter afundado a 700 metros de profundidade após ficar sem controle devido a uma queda de energia. Outros analistas militares, como o vice-almirante francês Antoine Beaussant, acrescentaram que, caso a embarcação de fato tenha afundado a essa profundidade, ela provavelmente se partiu, porque só tem capacidade para descer a até 250 metros. O diretor do Australian Submarine Institute, Frank Owen, também deu um parecer negativo, explicando que existem poucos meios de salvar a tripulação caso o KRI Nanggala-402 esteja a uma grande profundidade.