A Rússia anunciou nesta sexta-feira, 16, que vai expulsar dez diplomatas norte-americanos e adotar uma série de sanções em resposta a uma decisão semelhante tomada na véspera pelos Estados Unidos.  O ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, disse em entrevista coletiva que elas foram aprovadas pelo presidente Vladmir Putin devido “aos atos absolutamente hostis e gratuitos” contra as pessoas físicas e jurídicas e o sistema financeiro russo. Entre essas medidas está uma “lista negra” incluindo oito funcionários que ocupam cargos de responsabilidade na Casa Branca e o fechamento de fundações e organizações não governamentais dos Estados Unidos que interferem nos assuntos internos da Rússia. Adicionalmente, Lavrov advertiu que, caso a atual “troca de cortesias” continue, o Kremlin adotará “medidas dolorosas” para os negócios norte-americanos e reduzirá o número de diplomatas dos Estados Unidos em território russo dos atuais 450 para 300.

Na quinta-feira, 15, os Estados Unidos impuseram sanções à Rússia por espionagem cibernética, suposta interferência nas eleições presidenciais de 2020 e ações na Ucrânia e no Afeganistão. Na ocasião, o presidente Joe Biden anunciou a expulsão de dez diplomatas russos, incluindo membros dos serviços de inteligência. No total, as novas sanções de Washington D.C. afetam seis empresas russas por suas atividades de ciberespionagem, 32 organizações e indivíduos russos por interferência eleitoral e oito indivíduos e entidades pela ocupação da península ucraniana de Crimeia pela Rússia. Além disso, a Casa Branca acusou formalmente o Serviço de Espionagem Estrangeira da Rússia (SVR) de ter cometido o ataque hacker de grandes proporções que supostamente começou em 2019 e penetrou nos sistemas do governo dos EUA e de grandes empresas através de um software da empresa SolarWinds.