O Papa Francisco ampliou a definição da Igreja Católica de abuso sexual e revisou o seu código penal para reconhecer que os adultos, e não apenas as crianças, podem ser vítimas de padres e outros líderes religiosos que se aproveitam de sua autoridade contra os fiéis.  O texto também condena quem “adquire, preserva, exibe, divulga” ou até induz a fazer “exibições pornográficas, verdadeiras ou simuladas” de menores de idade ou “pessoas que habitualmente tem um uso imperfeito da razão”. As mudanças foram anunciadas pelo Vaticano nesta terça-feira, 1, e representam mais uma resposta aos escândalos que abalaram o catolicismo nos últimos anos. Segundo a própria sede da Igreja Católica, as revisões visam não só proteger a comunidade e dar maior atenção à reparação do escândalo e à indenização dos danos, mas também ter os meios necessários para prevenir os crimes e poder intervir a tempo para corrigir situações que possam se agravar. Elas devem entrar em vigor em 8 de dezembro de 2021.