ONU e União Europeia (UE) insistiram neste sábado, 29, que o diálogo deve ser a solução para a crise na Colômbia, após um mês de protestos que continuam a ocasionar mortes em confrontos com a polícia e a intromissão de homens armados nas mobilizações. “Peço para que todos os atores previnam e eliminem a violência e façam todo o possível para diminuir as tensões e evitar sua escalada”, disse, em comunicado, o representante do secretário-geral da ONU na Colômbia, Carlos Ruiz Massieu, que insistiu na “necessidade de fortalecer o diálogo como instrumento fundamental para resolver os conflitos”. Depois dos “graves acontecimentos em Cali” na última sexta-feira, 28, com 13 mortes – ao menos três relacionadas aos protestos -, o representante da ONU disse considerar que, “em qualquer circunstância, inclusive nas mais difíceis, é preciso impulsionar o diálogo”.

Também neste sábado, 17 embaixadores da União Europeia na Colômbia defenderam “o diálogo e a negociação como única via para uma saída sustentável da crise” e pediram ao governo e ao Comitê Nacional de Paralisação para que “aproveitem a reunião de amanhã para chegar aos consensos necessários”, como publicaram no Twitter. Cali, a terceira cidade mais importante da Colômbia, voltou a ser o foco da violência durante os protestos na sexta-feira, com a maioria das 13 mortes causadas por armas de fogo, segundo a prefeitura, que pontuou que ainda não há confirmação se todos os óbitos estão relacionados aos protestos. “O caminho é o diálogo. Convido as partes a declararem a sessão permanente e não se levantarem da mesa até que cheguem a um acordo. Que coloquem sobre a mesa seu sentido de país, sua criatividade e sua boa-fé”, disse o defensor do povo, Carlos Camargo, em visita à cidade neste sábado, ao se referir ao diálogo entre o governo e o Comitê Nacional de Paralisação.

*Com informações da EFE