A agência reguladora norte-americana FDA aprovou nesta segunda-feira, 7, a utilização do remédio aducanumab, da farmacêutica Biogen Inc’s, voltado para pacientes nos estágios iniciais do Alzheimer. Essa é a primeira vez em quase duas décadas que um medicamento para a doença é aprovado nos Estados Unidos, mas o reconhecimento do remédio foi marcado por polêmica, já que a decisão ocorre pouco mais de seis meses após um painel de médicos da própria FDA não endossar a aprovação da droga afirmando que os estudos clínicos envolvendo o aducanumab não mostravam evidências suficientes para comprovar a funcionalidade do fármaco. A dúvida pairava porque dois estudos com desenhos idênticos feitos pela farmacêutica teriam mostrado resultados diferentes ainda em 2019.

O medicamento tem como função atacar depósitos de proteínas beta-amilóides, que são associadas à doença, na fase de “pré-demência” dos pacientes diagnosticados cedo. A expectativa da farmacêutica é que a droga possa ser indicada a mais de 1,5 milhões de pessoas nos Estados Unidos. “Essa aprovação permite que pessoas que convivem com o Alzheimer tenham mais tempo para viver melhor. Para as famílias, isso significa ser capaz de ter os seus amados por perto por mais tempo. É sobre revigorar os cientistas e as farmacêuticas na luta contra o flagelo dessa doença. É sobre esperança”, afirmou o CEO da Associação Alzheimer nos EUA, Harry Johns, em pronunciamento publicado nas redes sociais. A associação comemorou a aprovação e considerou o momento como “histórico”.