O navio porta-coitêiner Evergreen encalhou nesta terça-feira, 23, no Canal de Suez, no Egito. A empresa responsável pela embarcação de 400 metros de comprimento, que viajava da Ásia com destino à Holanda, afirma que uma rajada de vento de 74km/h pode ter causado o problema. A Autoridade Egípcia do Canal de Suez (SCA) acrescenta que o vento vinha carregado de areia, fenômeno comum no país nesta época do ano que pode ter dificultado a visibilidade para a tripulação. Até a manhã de quarta-feira, 24, os oito rebocadores que foram mobilizados para resolver a situação não conseguiram encontrar uma maneira de desencalhar o navio de 220 mil toneladas com bandeira do Panamá. A demora para está causando congestionamento na rota comercial, que é uma das mais movimentadas do mundo e concentra 10% do comércio marítimo internacional. Segundo a emissora de televisão Al Jazeera, pelo menos 100 navios estão parados nas entradas do canal.

De acordo com a empresa de análise de petróleo Vortexa, dez petroleiros carregando 13 milhões de barris de petróleo podem ser afetados pelo encalhe. Por esse motivo, os reencaminhamentos devem adicionar 15 dias a uma viagem do Oriente Médio à Europa. Desde o incidente, os preços do petróleo subiram 2%. O Canal de Suez, que representa a travessia mais rápida entre o Oceano Atlântico e o Oceano Índico, possui 193 quilômetros de comprimento e 24 metros de profundidade. Em média, 50 navios passam por ali todos os dias transportando petróleo, gás natural e outros tipos de carga. Só em 2020, foram quase 19 mil navios com um total de 1,17 bilhão de toneladas de produtos.