Após 10 dias de conflitos, um cessar-fogo entre Israel e Hamas foi firmado e já está em vigor. Tanto o gabinete de segurança israelense quanto o grupo islâmico aceitaram a trégua depois de uma intermediação internacional feita pelo Egito. A escalada de violência na região foi a maior desde 2014 e deixou mais de 240 mortos. A comunidade internacional vinha pressionando por uma conciliação. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, conversaram quatro vezes nos últimos dias, em tentativa de conter a tensão. Apesar dos apelos, Netanyahu chegou a dizer que a ofensiva seguiria até garantir a calma e a segurança no país. Após o anúncio do acordo, Biden classificou o momento como uma “oportunidade genuína”, prometeu manter o apoio militar a Israel e ampliar a ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

O cônsul de Israel no Brasil, Alon Lavi, disse que a pressão internacional é fundamental para manutenção da trégua. “Com pressão internacional, com apoio internacional dos Estados Unidos e de outros países importantes, se eles vão entender que é melhor para eles não ter mais violência”, disse, ponderando, no entanto, que o Hamas já descumpriu tratos em outras ocasiões. “Queremos terminar com isso, então estamos muito felizes por esse cessar-fogo, esperando que Hamas vá manter isso e não vá mais lançar mísseis em Israel”, afirmou. Entre os palestinos, o clima era de comemoração, mas também de resistência em caso de nova investida israelense. A escalada de violência começou no dia 10 de maio, após a retirada de famílias palestinas de um território reclamado por judeus em Jerusalém Oriental. A tensão se transformou em conflito quando o Hamas reagiu e começou a lançar foguetes contra Israel, que devolveu a ofensiva.

*Com informações da repórter Camila Yunes