A Guerra da Síria causou a morte de quase meio milhão de pessoas desde o início do conflito em março de 2011, segundo o último balanço do Observatório Sírio dos Direitos Humanos. A ONG apontou que entre as 494.438 vítimas, 159.774 eram civis, incluindo 25.048 menores de idade e 15.135 mulheres. Entre os demais falecidos estão membros das forças de segurança do governo sírio, militantes armados, jihadistas e integrantes das Forças Curdas da Síria Democrática (FSD). Porém, não estão contemplados os outros 47 mil cidadãos que perderam suas vidas após serem torturados nas prisões do governo do presidente Bashar al Assad. O Observatório Sírio dos Direitos Humanos lembra, ainda, que mais de 2 milhões de sírios sofreram ferimentos de gravidade variada ou ficaram com deficiências permanentes. Há ainda outros 13 milhões de desabrigados em meio a uma grave crise econômica, que resulta na escassez de produtos básicos que vão de pão a combustível. Estima-se que mais de 80% da população da Síria vive abaixo da linha da pobreza, sendo que 60% não têm dinheiro para uma refeição diária. O governo sírio alega que a grave situação está sendo causada pelas sanções impostas ao país pelos Estados Unidos.

No último dia 26, o presidente Bashar al Assad foi reeleito para um quarto mandato consecutivo 95,1% dos votos. Ele supostamente vendeu dois candidatos relativamente desconhecidos: o ex-ministro Abdallah Saloum Abdalla e o chefe da Frente Nacional Democrática, um pequeno partido de oposição sancionado pelo governo, Mahmoud Ahmed Marei. Pelo menos outros 48 aspirantes à presidência tinham apresentado pedidos de candidatura que foram rejeitados. A votação já foi classificada como ‘fraudulenta’ e ‘ilegítima’ pela AlemanhaEstados UnidosFrançaItália e Reino Unido, que pediram que o restante da comunidade internacional também rejeite o pleito. Em resposta às acusações, o presidente sírio se limitou a dizer que as críticas ocidentais “não têm nenhum valor”.