Um artigo publicado nesta segunda-feira, 7, na revista científica Journal of the American Medical Association mostrou que a vacina da Pfizer reduz 51,4% dos casos da Covid-19 em pacientes a partir do 13º dia após a aplicação da primeira dose. A análise foi feita em mais de 500 mil pessoas imunizadas em Israel e mostra que o imunizante da farmacêutica, que é aplicado em duas doses e tem uso definitivo aprovado no Brasil, tem taxa de eficácia semelhante à de duas doses da CoronaVac. “Esse número é comparável com o mínimo nível de eficácia aceito pela Organização Mundial da Saúde em vacinas que previnem contra a Covid-19”, diz trecho do estudo. A pesquisa lembra que outras pesquisas feitas anteriormente mostram que após as duas doses a eficácia de prevenção do imunizante é de 95%.

A análise foi feita no mês de março por meio de banco de dados do país e focou naqueles indivíduos de 16 anos ou mais que receberam a vacina entre os dias 19 de dezembro de 2020 e 15 de janeiro de 2021. Ela observou a incidência de casos na população vacinada com a primeira dose em dois momentos: entre o 1º e o 12º dia de vacinação e entre o 13º e 14º dia. Entre os mais de 500 mil imunizados, 2,4 mil tiveram a Covid-19 confirmada no primeiro bloco de dias e 614 pessoas tiveram a doença entre o 13º e o 24º dia após a primeira dose. Com esse número de incidência e uma fórmula matemática que leva em consideração as razões de risco dos pacientes, a porcentagem da efetividade da vacina foi calculada. A idade, sexo e presença de comorbidade nos pacientes não alterou a taxa de incidência da doença entre os vacinados.