Atrás nas pesquisas de segundo turno para eleições presidenciais no Peru, a candidata Keiko Fujimori, do partido Força Popular, criticou na última terça-feira, 20, o socialismo moderno e o comunismo citando Nicolás Maduro e Lula após o ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, dar declarações apoiando o seu concorrente, Pedro Castillo, na disputa. “Eu quero dizer bem claramente ao senhor Evo Morales: você não se meta no meu país, não se meta no Peru. Fora do Peru, Evo Morales! Nós, peruanos, não vamos aceitar a sua ideologia, o socialismo do século 21. Dizemos fora ao comunismo, fora a Maduro, fora a Lula e a esse tipo de ideologias que buscam nos destruir e trazer pobreza”, afirmou a presidenciável. Em pesquisa divulgada na última sexta-feira, 19, pelo Instituto Ipsos, Keiko acumulava 31% das intenções de voto contra 41% de Castillo. Em uma publicação nas redes sociais, Morales expressou “respeito e admiração” a Castillo, a quem considerou com um “programa similar” ao dele.

Após as falas de Keiko, o deputado Rolando Cuellar, que compartilha o partido com o ex-presidente da Bolívia, tomou as dores de Morales e disse que Fujimori deveria se candidatar no Japão (em referência ao seu nome e à sua aparência). Apesar da ascendência nipônica, Keiko, filha do político Alberto Fujimori, nasceu em Lima, no Peru. Enquanto era líder da oposição, a presidenciável já foi presa no país após ser investigada por quatro crimes de corrupção, alguns deles envolvendo a construtora Odebrecht e outros relacionados a lavagem de dinheiro em campanhas eleitorais à presidência. Ela foi detida em janeiro de 2020 e condenada a 15 meses de prisão, mas, por causa da pandemia do novo coronavírus, pagou uma fiança de 70 mil sóis (aproximadamente R$ 100 mil) e foi solta no mês de maio. O segundo turno das eleições no Peru deve ser realizado no começo de junho.