As autoridades sanitárias do Canadá recomendaram nesta segunda-feira, 29, a suspensão do uso da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford em pessoas com menos de 55 anos de idade. Apesar de 500 mil doses do imunizante já terem sido administradas no país sem uma quantidade significativa de reações adversas, o Comitê Assessor Nacional em Imunização do Canadá está preocupado com os casos de trombose relatados em nações estrangeiras, especialmente na Europa. Por esse motivo, o governo solicitará à fabricante que realize uma avaliação detalhada dos benefícios e riscos da vacina por idade e sexo no contexto interno canadense. As autoridades sanitárias destacaram que os dados fornecidos pelas empresas farmacêuticas determinarão se é necessária ou não uma ação regulatória adicional. Embora o Canadá seja o país do mundo que adquiriu a maioria das doses de vacinas contra Covid-19 per capita, com mais de 400 milhões para uma população de cerca de 38 milhões, a sua campanha de imunização está atrasada. Os últimos números mostram que 11,78% dos habitantes recebeu pelo menos uma inoculação, o que deixa o Canadá em 36º lugar em todo o mundo. Além da vacina de Oxford, o país também está utilizando um imunizante produzido pelo Instituto Serum, na Índia.

Alemanha

O Instituto Paul-Ehrlich, centro de referência para a vacinação na Alemanha, detectou 31 casos de trombose em pessoas que foram imunizadas com a vacina produzida pela AstraZeneca, sendo que nove delas morreram. As informações foram divulgadas nesta terça-feira, 30, pela revista alemã Der Spiegel, que apontou que entre as vítimas fatais apenas dois eram homens: um de 36 e outro de 57 anos. Todas as demais pessoas que perderam as suas vidas eram mulheres com idades compreendidas entre 20 e 63 anos. A utilização da vacina de Oxford chegou a ser suspensa no país, mas foi retomada em 19 de março depois que a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) descartou a ligação entre o imunizante e os casos de trombose. De acordo com o Instituto Robert Koch (RKI), já receberam a vacina da companhia um total de 2,7 milhões de pessoas no país.