O ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, de 84 anos, está gravemente doente e, por conta de seu estado de saúde, seu julgamento sob a acusação de subornar testemunhas deve ser temporariamente suspenso, disse a promotora de Milão Tiziana Siciliano. Em setembro de 2020, o político testou positivo para Covid-19 e foi internado no hospital San Raffaele de Milão por “precaução”, de acordo com a sua equipe. “Acreditamos absolutamente que Berlusconi está gravemente doente e que sofre de uma patologia grave e é isso que dizem os atestados médicos”, disse Tiziana. A procuradora pediu que o ex-primeiro-ministro fosse temporariamente afastado dos demais indiciados durante a audiência sobre o chamado “Caso Ruby”, que busca esclarecer se Berlusconi subornou testemunhas em outros julgamentos para ficarem em silêncio durante investigação sobre o caso de prostituição de menores envolvendo o político.

O pedido foi apoiado pelo advogado de Berlusconi, Federico Cecconi, que disse que o empresário e líder do partido conservador Forza Italia precisa de um período de “descanso absoluto” e explicou que foi instalado um centro médico na sua residência em Arcore, perto de Milão. “Isso não pode ser resolvido em sete, 15 dias”, explicou Cecconi, que considerou que o adiamento do julgamento deveria ser superior a uma semana. Berlusconi recebeu alta em 15 de maio do hospital de San Raffaele de Milão, onde estava internado desde 11 de março por complicações relacionadas com o tratamento que recebeu para superar os efeitos colaterais do coronavírus. O magnata deu entrada no hospital várias vezes nos últimos tempos, o que adiou os julgamentos que ainda enfrenta e suscitou especulações de que seus advogados estão utilizando suas condições de saúde como estratégia judicial. Berlusconi, que usa um marcapasso desde 2006, contraiu o coronavírus em setembro do ano passado e chegou a ser internado com pneumonia em Milão, embora tenha recebido alta dois dias depois. Já em janeiro deste ano foi novamente hospitalizado em Mônaco devido a problemas cardíacos.

*Com informações da EFE