O presidente da Argentina, Alberto Fernandéz, anunciou nesta quarta-feira, 7, novas restrições para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus no país. A principal medida é o toque de recolher de 0h às 6h nas cidades com alto nível de contágio, incluindo Buenos Aires, que ficará em vigor pelo menos até o dia 30 de abril. Até essa data, também foram proibidas as reuniões com mais de 20 pessoas e o funcionamento de bares e restaurantes após às 23h. Durante o seu pronunciamento, o presidente mencionou que as três próximas semanas são muito importantes para o desenvolvimento da segunda onda de Covid-19 na Argentina, que na terça-feira, 6, registrou o recorde de 20 mil casos diários da doença. Por enquanto, o país aplicou 4,4 milhões de doses de vacinas contra o novo coronavírus, equivalente a 9,74 unidades a cada 100 habitantes. A média mundial é de 8,90.

As novas restrições, no entanto, provocaram posições conflituosas dentro da política. O governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, defendeu a aplicação das medidas, destacando que o sistema de saúde local “está mais uma vez em perigo com esta segunda onda, que é feroz”. Já o prefeito da capital, Horacio Rodríguez Larreta, considera as restrições excessivas, embora tenha afirmado que elas serão respeitadas. “Em relação à restrição à circulação, já expressamos que não concordamos porque está comprovado que circular ao ar livre e com máscara não gera contágio”, disse o político em entrevista coletiva nesta quinta-feira, 8. Em Buenos Aires e em sua periferia, o transporte público ficará restrito a professores, alunos e trabalhadores essenciais.

*Com informações da EFE