O presidente da Argentina, Alberto Fernández, afirmou que estaria em pior estado de saúde devido à Covid-19 caso não tivesse recebido a vacina russa Sputnik V: ele recebeu a primeira dose em 21 de janeiro e a segunda em 11 de fevereiro. “Não tenho a menor ideia de como me contagiei. Sou alguém que se cuida muito. Se não fosse pela vacina, estaria passando muito mal”, disse em entrevista à rádio 75 neste sábado, 3. Horas antes da entrevista, o mandatário tinha utilizado o seu perfil oficial no Twitter para anunciar que estava infectado pelo novo coronavírus. Na sequência, o Instituto Gamaleya respondeu à postagem: “Estamos tristes em ouvir isso. A Sputnik V é 91,6% eficaz contra infecções e 100% eficaz contra casos graves. Se infecção for realmente confirmada, a vacinação garante uma recuperação rápida sem sintomas graves. Desejamos a você uma recuperação rápida!”.

Nesta segunda-feira, 5, Alberto Fernandéz conversou por telefone com o presidente da Rússia, Vladmir Putin, que ligou para saber sobre o seu estado de saúde. Fernández agradeceu e disse que está passando pela doença “suavemente e sem sintomas”, graças aos “efeitos positivos da vacina Sputnik V”. O argentino também ressaltou que os resultados da campanha de vacinação em seu país “são excelentes e sem efeitos adversos”. Quanto ao pedido de um “envio regular de vacinas” à Argentina, Putin frisou que o fornecimento “continuará como combinado”, de acordo com um comunicado presidencial russo. A Argentina já adquiriu 7.266.500 milhões de doses da vacina contra a Covid-19, a maioria delas vindas da Rússia (4.468.100). Além disso, a conversa entre os dois presidentes incluiu um convite de Putin para que Fernández visite o seu país, visto que ele deseja “continuar aprofundando as relações” entre Argentina e Rússia”.

Além da Argentina, a Sputnik V já está sendo distribuída em outros 16 países estrangeiros. No Brasil, a Anvisa ainda está analisando o pedido de uso emergencial da vacina, mas recentemente as cidades do Rio de Janeiro, Niterói e Maricá já fecharam contratos para compra de doses. O presidente da Rússia, Vladmir Putin, recebeu a primeira dose de um imunizante contra a Covid-19 no dia 23 de março. No entanto, a vacinação do mandatário de 68 anos aconteceu sem a presença das câmeras e o governo se recusou a revelar qual imunizante foi utilizado. “Todas as três vacinas russas são absolutamente confiáveis, seguras e eficazes”, limitou-se a dizer o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em entrevista coletiva, referindo-se à Sputnik V, à EpiVacCorona e à CoviVac. De acordo com a mídia russa, a expectativa do governo é que o fato de Putin ter recebido a injeção estimule a campanha de vacinação contra novo coronavírus, que está tendo pouca adesão da população.