Pelo menos duas pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas após o desabamento de arquibancadas em uma sinagoga de Giv’at Ze’ev neste domingo, 16. O local de culto da religião judaica fica em um assentamento israelense na Cisjordânia, a cerca cinco quilômetros da cidade de Jerusalém, e ainda não tinha sido totalmente construído. O prefeito, o corpo de bombeiros e policiais afirmaram que havia advertências oficiais de que a área ainda não era segura para celebrações, mas ainda assim cerca de 650 judeus ultraortodoxos se reuniram na sinagoga para celebrar o início do feriado judaico Shavuot, que começou ao pôr do sol. Os mortos já foram identificados pelas autoridades locais como sendo um homem de 40 anos e uma menina de 12 anos. Os feridos foram transportados para hospitais da região em ambulâncias e helicópteros militares, sendo que pelo menos dez estão em estado grave. “Fomos chamados novamente para outro evento em que houve negligência e falta de responsabilidade. Haverá prisões”, garantiu o chefe da polícia de Jerusalém, Doron Turgeman, em pronunciamento à imprensa local. O agente fez referência ao tumulto em um festival religioso no norte de Israel que deixou 45 mortos há duas semanas atrás. A celebração do Lag B’Omer no Monte Meron, que está atualmente sob investigação, também tinha sido realizada por judeus ultraortodoxos apesar da falta de autorização e terminou com dezenas de pessoas pisoteadas.