A Secretaria Municipal de Saúde da capital paulista negou que tenham ocorrido três mortes por falta de oxigênio na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ermelino Matarazzo, na Zona Leste da cidade. As informações iniciais eram de que o insumo faltou na UPA na sexta-feira, 19, porque, na ocasião, dez pacientes foram transferidos para hospitais próximos. De acordo com a nota, o deslocamento aconteceu por precaução e apenas dois óbitos foram registrados no dia — nenhum deles por falta de oxigênio.

A denúncia foi feita inicialmente pelo jornal Folha de São Paulo. Na publicação da última segunda-feira, 22, servidores ligados à UPA Ermelino Matarazzo afirmaram que três pacientes com Covid-19 morreram: uma pessoa na emergência, outra na observação e a terceira durante a transferência. Todas seriam vítimas da falta de oxigênio. Ainda de acordo com eles, o insumo faltou por 30 minutos. O deslocamento dos pacientes teria acontecido por esse motivo e não como medida preventiva.

Em nota à Jovem Pan, a Secretaria afirmou que em nenhum momento a UPA ficou sem fornecimento de oxigênio na última sexta-feira e que a Unidade conta com um reservatório principal do insumo e um outro reserva justamente para diminuir a possibilidade da falta. “Na sexta-feira, quando o reservatório principal apresentou baixo nível, o reserva foi acionado e cumpriu sua função. Por precaução, dez pacientes foram transferidos da Unidade até que a situação voltasse ao normal. É lamentável que tenhamos que perder tempo para responder denúncias sem nenhuma comprovação”, completou o documento.