Seguem os alertas de profissionais da saúde, hospitais públicos e privados com relação a possiblidade de falta de insumos e materiais para o atendimento a pacientes com Covid-19 no Rio de Janeiro. Esses alertas começaram a ser emitidos há cerca de duas semanas e veio, em seguida, um estudo da Fundação Oswaldo Cruz apontando para essa ameaça. No Rio, já houve registros hospitais tendo problemas com escassez de insumos — inclusive do ‘kit intubação‘, mas a situação foi resolvida.

No entanto, profissionais da área da saúde acham que essa situação pode se repetir a qualquer momento. Algumas unidades hospitalares do Rio de Janeiro, inclusive, estudam a suspensão de cirurgias eletivas. Essa regra vale para a rede municipal e para a rede federal, que esta sendo incitada a dar uma maior colaboração nessa guerra contra a Covid-19. A rede hospitalar federal do Rio de Janeiro tem muitos leitos, mas a contribuição é aquém do desejado.

O governo do Rio de Janeiro chegou a anunciar, recentemente, que tinha firmado um acordo com o Ministério da Saúde para viabilizar a abertura de mais 500 leitos, chegando a considerar a possibilidade de estadualizar alguns desses seis hospitais. Mas a ideia, ao que parece, já foi completamente descartada. No fim de semana, o governo do Estado inaugurou um hospital modular em Nova Iguaçu com mais 150 leitos, sendo 60 de UTI e 90 de enfermaria. No entanto, a inauguração também ficou aquém das expectativas. No início do ano, o governo do Estado falava na possiblidade de abrir a unidade da baixa fluminense com 300 leitos.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga