Uma homenagem feita pela marca Farm à funcionária Kathlen Romeu, de 24 anos, que estava grávida e foi morta nesta terça-feira, 8, com um tiro de fuzil no Rio de Janeiro causou polêmica nas redes sociais após o grupo afirmar que reverteria as comissões de vendas feitas no código da vendedora à família dela. “A partir de hoje, toda a venda feita no código de Kathlen – E957 – terá sua comissão revertida em apoio para sua família. Reforçando que nós também vamos apoiá-la de forma independente e paralela”, diz trecho do comunicado, que em pouco tempo viralizou nas redes sociais e fez com que a marca fosse acusada de “lucrar” com a morte da jovem. Na nota, a Farm também afirma que ainda não tem informações sobre o velório e enterro de Kathlen, diz que uma homenagem será feita na fachada da loja na qual a vítima trabalhava e que suporte psicológico é fornecido aos funcionários que necessitem.

A repercussão negativa para a marca fez com que o termo “Farm” se tornasse um dos mais comentados nas redes sociais nesta quarta-feira, com mais de 80 mil menções no Twitter. “O que a Farm está fazendo, basicamente, é continuar explorando a força de trabalho da Kathlen mesmo depois dela ter sido assassinada”, opinou um dos usuários. “A Farm oferecendo CUPOM no nome de uma mulher negra grávida que foi assassinada pela polícia é o cúmulo da babaquice”, disse outra internauta. Até o momento, a marca não se posicionou publicamente nas redes sociais. A reportagem da Jovem Pan entrou em contato com a assessoria de imprensa da Farm e aguarda posicionamento.