A secretária de Desenvolvimento Social de São Paulo, Celia Parnes, detalhou como funcionará a campanha “Vacina Contra a Fome“, que será iniciada na segunda-feira, 5, no Estado. Em entrevista ao Jornal da Manhã deste domingo, 4, Celia disse que a campanha visa mobilizar e sensibilizar a população paulista a doar, voluntariamente, alimentos não perecíveis nos postos de vacinação, no momento da imunização. Os alimentos arrecadados serão distribuídos às famílias em maior fragilidade e insegurança alimentar. A Secretaria de Desenvolvimento Social sugere que cada pessoa leve 1 kg de itens como arroz, feijão, leite em pó em macarrão por serem alimentos de fácil manuseio. “A gente vê que as pessoas nos postos de vacinação estão realmente emocionadas, muito sensibilizadas, gratas por essa proteção e pelas suas vidas, mas é importante também pensarmos no próximo”, diz Celia. O município irá mapear quem está em situação de vulnerabilidade por meio do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) do governo federal, não sendo assim necessário um cadastramento prévio.

A secretaria conta que a campanha já mobilizou outros órgãos, como é o caso da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). “Nós temos recebidos muito pedidos, inclusive de outros estados, para saber qual é a logística dessa campanha. Outros órgãos também solicitaram. Naturalmente, nesses locais não existe a vacinação, mas essa é uma campanha que mexeu muito com as pessoas, então eles ainda sim irão ajudar na captação”, conta. Apesar de pessoas que ainda não estão sendo vacinadas poderem participar da “Vacina Contra a Covid”, Celia não recomenda que as pessoas saiam de casa por causa do isolamento social. Uma ideia é que a população fora do grupo prioritário, para não se expor ao risco de se contaminar ao longo do caminho, entregue sua doação a pessoas que estão indo se vacinar. “Também evita um grande fluxo de pessoas nos postos de vacinação”, explica.

Outros programas sociais

Celia Parnes afirmou que o governo de São Paulo está focado em ampliar os programas sociais durante a pandemia. A partir de abril de 2020, o governo ampliou o programa Bom-Prato, oferendo jantares e três refeições aos finais de semana e feriados. “Isso causou uma ampliação de 60% no número de refeições. Antes, sem jantar e sem refeições aos fins de semana e feriados, servíamos 2 milhões de refeição por mês. Com a ampliação, passamos a servir 3,2 milhões”, conta. O programa também passou a oferecer a pessoas em situação de rua refeições de forma gratuita. Para receber o cartão com o benefício, basta que o cidadão se cadastre em seu município. O Programa Viva-Leite, que fornecia 5 milhões de litros de leite por mês, gratuitamente, para famílias de extrema pobreza com crianças de até 5 anos e 11 meses, foi ampliado para idosos em instituições de longa permanência. Por conta da pandemia, foi criado o programa Merenda em Casa, que transfere renda para mulheres cujos os filhos não estão podendo ir até as escolas, que estão abertas oferecendo merenda.