O Conselho Estadual de Saúde de São Paulo recomendou nesta quinta-feira, 29, que o governo estadual garanta a manutenção do sistema de transporte público, com ampliação da frota ou dos horários e com lotação reduzida. A recomendação busca incentivar o distanciamento social para evitar a contaminação dos usuários. De acordo com o texto publicado no Diário Oficial, “o poder público estadual é responsável por medidas de limitação da circulação de pessoas e de distanciamento social, mas o transporte público não pode ser paralisado, visto que ele fornece um serviço essencial para manter as cidades em movimento”. O Conselho ainda ressalta que é necessário fornecer “um nível de serviço adequado para permitir os deslocamentos necessários e evitar a propagação da doença, mantendo em mente que a saúde da população vem em primeiro lugar”.

Em nota, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos afirmou, no entanto, que a ampliação será possível apenas após a vacinação de 100% dos funcionários. A pasta esclareceu ainda que “aguarda as vacinas disponíveis para que todos os trabalhadores na operação e a frota integral estejam disponíveis”, ressaltando monitoramento das operações desde o início da pandemia, atuando “com avaliação sistemática a cada faixa de horário, para atender a necessidade do cidadão”. Cerca de 10,5 milhões de passageiros circulavam todos os dias pelos trens do Metrô, da CPTM e da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo antes da crise sanitária. Com adoção das restrições e o avanço da Covid-19, a média caiu para 4,6 milhões de passageiros diários.

*Com informações da repórter Letícia Santini