Os efeitos da pandemia ao longo do último ano continuam impactando a vida dos novos empresários. É o caso de Alessandra Campoi, dona de um restaurante, que viu o faturamento despencar para apenas 10% do que tinha antes da crise. “Em nome de todos os comerciantes, no desespero do olhar de todo mundo, dos meus vizinhos, da incerteza do que vai ser. A gente reduziu o quadro de funcionários da empresa, que eram 18, foram pra 8, foram pra quatro. E agora estamos reduzindo para dois funcionários diante desse quadro que a gente tem aí e do número de refeições que a gente vende hoje. Vendíamos 300, passamos para 100, depois para 50, e nessa última restrição mais severa passamos a vender 19 almoços.”

Pelo menos 45% dos donos de pequenos negócios aqui no Estado de São Paulo dizem que vão tomar ações para tentar diminuir os prejuízos causados pelo endurecimento de medidas restritivas. Por decisão do governo nesta segunda-feira, todas as regiões paulistas entraram na fase emergencial do Plano São Paulo, período em que os serviços essenciais e a circulação vigoram com mais restrições. Entre as ações citadas pelos empreendedores ouvidos pelo Sebrae estão a intensificação da higiene no ambiente de trabalho, redução de mão de obra e de estoque, suspensão completa de atividades, trabalho remoto, demissão de funcionários e adesão ao sistema de entregas.

O diretor-superintendente do Sebrae São Paulo, Wilson Poit, diz que o momento é de enxugar os custos e procurar a inovação como forma de lidar com os impactos da pandemia. “As perdas são inevitáveis nesse período, mas é possível minimizar os prejuízos com práticas inovadoras, migrando para os meios digitais, foco nas redes sociais e também fazendo a lição de casa, das finanças, dos custos e do planejamento. Isso vai passar e nós estamos ao lado para ajudar”, afirma. Apesar dos prejuízos causados com as medidas mais duras da pandemia, o setor espera um crescimento para o ano de 2021.

* Com informações do Rocio Paik