Diante do receio de uma terceira onda da pandemia com a chegada da variante indiana, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse nesta segunda-feira, 24, que o governo reafirmou a importância das medidas preventivas. No Maranhão, já são ao menos seis casos da nova cepa confirmados. Por isso, 300 mil doses de vacinas da AstraZeneca e cerca de 700 mil insumos, incluindo agulhas e seringas, foram enviadas ao Estado. Ceará, Pará, Piauí, Rio de Janeiro e Distrito Federal também monitoram possíveis contaminações pela mutação. Para conter a variante, medidas sanitárias, como o controle de viagens internas, são avaliadas e já começam a ser implementadas. Queiroga garantiu que o país tem investido recursos financeiros e humanitários na promoção da saúde e na retomada da economia. “Somamos a nossa firme recomendação de medidas não farmacológicas para toda a população”, disse.

O infectologista Marcos Boulos considera que a variante indiana é mais um fator agravante no cenário da pandemia no país. “Essa variante que veio da Índia, que tem uma alta transmissibilidade e relatos de casos mais graves, é possível que tenhamos novo colapso da falta de UTI e de assistência de modo geral”, afirmou. Para o especialista, falta planejamento para monitorar o surgimento de novas cepas. “Nós não temos nenhuma vigilância epidemiológica que consegue fazer um projeto de elaboração ou de teste para tentar detectar ou também de barreiras sanitárias”, pontuou. Marcos Boulos acredita que com o avanço da vacinação em dois meses a Covid-19 começará a dar sinais de queda no Brasil.

*Com informações da repórter Camila Yunes