Entidades que congregam policiais federais do Brasil se manifestaram nesta quarta-feira, 8,  um dia após a troca do comando da corporação, pedindo independência para a instituição. A Federação Nacional dos Policiais Federais (FENAPEF) afirmou, em nota, que a Polícia Federal (PF) é um órgão de Estado, não de governo. Mesmo classificando a mudança como natural, já que houve troca ministerial, a entidade diz que internamente a alteração surpreende a corporação e traz preocupação com a imagem de independência.

A FENAPEF diz que a indicação de Paulo Maiurino representa um “resgate” ao respeito à antiguidade no cargo, pois ingressou na Polícia Federal em 1998. Outra entidade, a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais, cobrou de Maiurino “comprometimento com uma gestão técnica”, zelando pela atuação independente e republicana da PF. A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal e a Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, em nota conjunta, disseram esperar que a nova gestão deixe “como legado uma efetiva atuação que consolide a valorização da instituição e de seus profissionais, pois, hoje, os servidores se sentem abandonados pelo governo federal”.

Nesta quarta-feira, o ministro Anderson Torres, da Justiça e Segurança Pública, recebeu em seu gabinete os novos diretores-gerais da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. Ele disse que a mudança no comando não significa uma ruptura e que a instituição mantém sua independência e autonomia na forma de atuação. Torres acrescentou ainda que dará continuidade às operações, investigações, e ao trabalho de combate ao crime organizado e a corrupção. Paulo Maiurino essaltou que pretende aprimorar a tecnologia, a integração entre as polícias e cuidar dos policiais. O novo diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, assegurou que irá intensificar o trabalho em algumas regiões específicas do país, como a tríplice fronteira e a região Amazônica.

*Com informações do repórter Fernando Martins