O “super feriado” de 1o dias no Rio de Janeiro foi aprovado na terça-feira, 24, na Assembleia Legislativa do Estado (Alerj). Foi uma aprovação em caráter de urgência diante do avanço da pandemia do coronavírus. As internações batem recorde, a fila de espera não para de crescer e Unidades de Terapia Intensiva (UTI) operam no limite. Em cerca de 15 cidades, a rede de saúde praticamente já colapsou. Em algumas, inclusive, bem perto da capital, que tem taxa de ocupação, há duas semanas, acima de 90% para UTI Covid.

Esse feriado começa na próxima sexta-feira, 26, e vai até o início do mês de abril. O prefeito Eduardo Paes (DEM) disse que essa foi uma ideia que surgiu do município, da Prefeitura, e acabou sendo encampada pelo governo do Estado. Ele espera que com essa medida as pessoas se conscientizem, fiquem em casa e evitem festas. eventos, viagens e badalações. “Nós estamos tomando a medida no tempo certo. Você pode ter certeza, disso. A medida começou na cidade, e os secretários podem dizer isso. Aliás, são eles que nos orientam. O que nos não aceitaríamos, certamente, era adiar medidas que podiam ser tomadas”, disse Paes. Durante a votação dessa terça-feira, 23, na Alerj, o governado em exercício Claudio Castro (PSC) foi muito exigido, criticado e cobrado. Ele tem se posicionado contra medidas mais radicais de restrição. À população fluminense disse temer que os 10 dias se tornem, efetivamente, um feriado e lazer quando o objetivo é confinar as pessoas dentro de casa.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga