Acusado de racismo, Wassef presta queixa por denunciação caluniosa

Katy Meira
Katy Meira

Acusado de racismo por uma atendente de uma unidade da Pizza Hut em um shopping do Distrito Federal, o advogado Frederick Wassef prestou queixa por denunciação caluniosa na noite desta quinta-feira, 12. Wassef, que já representou o presidente Jair Bolsonaro e seu filho mais velho, senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), teria chamado a vítima de “macaca” no domingo, 8. Aos policiais, a mulher afirmou, na quarta-feira, 11, que foi questionada pelo advogado se ela havia comido a pizza. Diante da resposta negativa, o advogado teria dito em voz alta: “Você é uma macaca! Você come o que te derem”.”[Frederick Wassef] Ressalta que não puxou (nome omitido) pelo braço, tampouco a chamou de negra ou macaca e também não jogou caixas de pizza no chão. Sendo assim, nega todos os crimes que lhe foram imputados e frisou, inclusive, que (nome omitido) não é negra”, diz o boletim de ocorrência, obtido pela Jovem Pan.

Em outro trecho de seu depoimento, Wassef afirma que a funcionária da pizzaria foi motivada e levada à delegacia pelo gerente do estabelecimento, com quem o advogado, segundo relata, não tem boa relação. “Ambos não possuem boa relação, tendo sido destratado várias vezes por (nome omitido) em outras ocasiões”, diz o boletim de ocorrência. O advogado também afirma que, caso tivesse discriminado a atendente, a Polícia Militar deveria ter sido acionada, o que não ocorreu. Como mostrou a Jovem Pan, o boletim registrado pela mulher afirma que Wassef é cliente frequente do estabelecimento e conhecido “por se tratar de uma pessoa arrogante e que destrata e ofende os funcionários”.

Em nota, o ex-advogado de Bolsonaro afirmou que “tudo o que foi dito pela funcionária do Pizza Hut são mentiras e calúnias” e que ele é “vítima de uma farsa e armação montada”. “Sou vítima de denunciação caluniosa que foi organizada sob orientação de terceiros visando futura ação indenizatória para ganhar dinheiro através desta fraude arquitetada. Não chamei ninguém de macaco. A funcionaria não é negra e mentiu afirmando que eu a chamei de negra e por isto não queria ser atendido por ela”, afirmou.

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