Um dos grandes desafios dos procedimentos de contorno corporal e facial é lidar com a flacidez da pele, explica Milton Seigi Hayashi, médico cirurgião plástico, isso porque, mesmo quando a gordura é removida com precisão, a capacidade de retração cutânea varia de pessoa para pessoa, influenciada por idade, genética e qualidade do tecido. É nesse contexto que as tecnologias de retração de pele passaram a ocupar um papel cada vez mais relevante como complemento às cirurgias plásticas.
Se o objetivo é melhorar o contorno com segurança, vale compreender como a energia pode atuar como aliada da técnica cirúrgica. Neste artigo, venha compreender mais dessas inovações e como elas funcionam para a autoestima.
Por que a flacidez é um desafio mesmo após a lipo?
A pele possui fibras de colágeno e elastina responsáveis por sua firmeza e elasticidade. Com o envelhecimento e variações de peso, essas fibras se deterioram, reduzindo a capacidade de retração após a remoção de gordura. Por isso, dois pacientes submetidos à mesma lipoaspiração podem apresentar resultados muito diferentes no que se refere à firmeza da pele, expõe Hayashi.

Em áreas como abdômen, braços, coxas e região cervical, a flacidez pode comprometer o aspecto final do contorno corporal, mesmo quando a gordura é retirada de forma adequada. Reconhecer esse fator previamente é essencial para definir a melhor estratégia cirúrgica e evitar frustrações no pós-operatório.
Em casos de flacidez acentuada, apenas tecnologias de energia não são suficientes, sendo necessária a remoção cirúrgica de excesso de pele. Já em quadros leves a moderados, os dispositivos de retração podem melhorar significativamente o resultado.
Como funcionam as tecnologias de energia térmica?
As tecnologias de retração de pele utilizam diferentes formas de energia, como radiofrequência, plasma e laser, para aquecer as camadas profundas da pele. Esse aquecimento controlado provoca a contração imediata das fibras de colágeno e estimula a produção de novo colágeno ao longo das semanas seguintes.
Tal como frisa Milton Seigi Hayashi, é importante destacar que essas ferramentas não substituem a cirurgia, mas potencializam seus resultados quando utilizadas em pacientes bem selecionados. A escolha da tecnologia adequada depende de fatores como espessura da pele, grau de flacidez e área corporal.
Em quais casos a tecnologia realmente ajuda
As tecnologias de retração de pele são mais eficazes em pacientes com flacidez leve a moderada, boa qualidade de pele e sem excesso significativo de tecido. Nesses casos, a combinação de lipoaspiração com energia térmica pode melhorar a definição do contorno e reduzir irregularidades.
Na face e no pescoço, por exemplo, essas tecnologias podem ser utilizadas como complemento a procedimentos cirúrgicos ou, em casos específicos, como alternativa para pacientes que não desejam cirurgias mais extensas, informa Hayashi. Já no corpo, costumam ser associadas à lipoaspiração para otimizar a retração cutânea.
Segurança, resultados e acompanhamento
Embora sejam consideradas seguras quando utilizadas corretamente, as tecnologias de energia exigem treinamento específico e protocolos bem definidos. O controle da temperatura e da profundidade de aplicação é fundamental para evitar complicações como queimaduras, irregularidades ou alterações de sensibilidade.
Milton Seigi Hayashi destaca ainda que os resultados são progressivos e podem levar meses para se manifestar completamente, já que dependem da resposta biológica do organismo na produção de novo colágeno. Isso reforça a importância do acompanhamento médico e da paciência no pós-operatório.
Outro ponto essencial é explicar ao paciente que a tecnologia melhora a qualidade da pele, mas não altera fatores como envelhecimento natural e variações futuras de peso, que continuam influenciando o resultado ao longo do tempo.
Tecnologia como aliada, não substituta da técnica cirúrgica
As tecnologias de retração de pele representam um avanço importante na busca por resultados mais uniformes e naturais em cirurgia plástica. Quando bem indicadas e corretamente aplicadas, elas potencializam os efeitos da cirurgia e contribuem para uma recuperação estética mais satisfatória.
Com a abordagem técnica e criteriosa, Milton Seigi Hayashi conclui que esses recursos deixam de ser vistos como soluções milagrosas e passam a ser compreendidos como ferramentas complementares dentro de uma estratégia cirúrgica bem planejada.
Autor: Leonid Stepanov
